” Abilio Brunini identificou que o registro da cobrança das entradas era feito manualmente em uma caderneta “
O prefeito de Cuiabá, recém-empossado, Abilio Brunini (PL), ordenou a suspensão da cobrança de R$ 20,00 para visitação ao Aquário Municipal Justino Malheiros, após identificar irregularidades no controle do recebimento dos pagamentos dos visitantes.
“Era inadequada uma cobrança de R$ 20,00 em dinheiro, sem uma gestão eficiente, sem transparência”, disse o prefeito Abílio.
Localizado no bairro do Porto, o Aquário Municipal foi inaugurado pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) na terça-feira (31.12), último dia de mandato.
Abilio e o secretário de Obras, Reginaldo Teixeira, fiscalizaram o local nesta quinta-feira (02.01).
“Era inadequada uma cobrança de R$ 20 em dinheiro, sem uma gestão eficiente, sem transparência. Estavam cobrando de cada pessoa, estavam cobrando até no dinheiro, sem transparência, sem gestão, sem nada. Isso foi suspenso; está liberada a visita”, afirmou à imprensa.
Abilio disse que a empresa contratada por Emanuel para cuidar do Aquário Municipal não tinha uma gestão organizada.
O prefeito apresentou à imprensa como era feita a cobrança da entrada: era registrada em uma caderneta pelos funcionários, deixando a Prefeitura sem um controle contábil do que estava sendo cobrado dos visitantes.
“Nós vamos agora buscar a Procuradoria, todos os meios legais para tomar uma nova decisão sobre a gestão do Aquário. Por enquanto, enquanto ele não tem uma gestão legalizada e definida pelo poder público, [a entrada] está gratuita para a população usufruir”, disse.
Durante a inauguração, Emanuel anunciou que a gestão técnica e o cuidado com os animais são feitos por uma empresa especializada em Santa Catarina.
Segundo Abilio, caso a empresa abandone o serviço, outra será contratada no lugar.
“Nós vamos contratar outra na mesma hora. Aqui tem profissionais que cuidam de aquário; tem profissionais capacitados. A gente pode buscar apoio, inclusive, na Universidade Federal, não tem problema”, disse.
“Eles montaram de urgência para agradar o prefeito e nem organizaram a gestão. Eles têm um contrato de 30 dias com R$ 250 mil para cuidar do Aquário e estão gerenciando a cobrança de uma forma completamente inadequada”, completou.
“O ex-secretário de Turismo, Lincoln Sardinha, tomou uma decisão autorizando uma cobrança em dinheiro controlada na cadernetinha. Isso também não pode.”
Assistam a fiscalização e cobertura da imprensa.



























