A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) determinou, nesta segunda-feira (1º), o retorno do vereador Chico 2000 (PL) ao cargo na Câmara Municipal de Cuiabá, após quatro meses de afastamento.
O parlamentar foi um dos alvos da Operação Perfídia, deflagrada em abril, e é acusado de receber propina para votar a favor de um projeto de lei que beneficiaria a empresa HB20 Construções Eireli, responsável pelas obras do Contorno Leste.
A decisão é uma extensão do habeas corpus concedido ao vereador Sargento Joelson (PSB), também afastado no mesmo processo, que reassumiu o mandato no domingo (31).
O relator do caso é o desembargador Juvenal Pereira da Silva. O teor completo da decisão ainda não foi publicado.
Segundo o advogado Alaertt Rodrigues, a concessão da extensão ocorreu porque as circunstâncias de ambos os vereadores são semelhantes. Ele afirmou que os trâmites para comunicar oficialmente a Câmara Municipal já estão em andamento.
Com a volta de Chico 2000, o suplente Fellipe Correa (PL) deixará a vaga.
Operação Perfídia
Deflagrada no fim de abril, a Operação Perfídia investiga um suposto esquema de pagamento de propina pela empreiteira HB20 Construções Eireli, responsável pelas obras do Contorno Leste, orçadas em R$ 125 milhões. Os vereadores Chico 2000 e Sargento Joelson foram apontados como beneficiários do esquema.
Na ocasião, gabinetes foram vasculhados, celulares apreendidos e ambos os parlamentares foram afastados dos cargos pela juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo).
As investigações tiveram início após uma denúncia do então deputado federal Abílio Brunini (PL) e ganharam força com o depoimento do ex-funcionário da HB20, João Jorge Souza Catalan Mesquita, que confirmou as suspeitas.




























