CRISE DA ÁGUA EM VG 

Mauro Mendes nega interferência no DAE de Várzea Grande em mais uma intromissão de Sérgio Ricardo querendo se aparecer a todo custo 

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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), negou de forma categórica qualquer conversa ou articulação envolvendo uma possível intervenção do Governo do Estado no Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG). Segundo Mendes, o assunto jamais foi tratado, o que contraria diretamente declarações recentes do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo.

Durante entrevista à imprensa, o governador foi enfático ao afirmar: “Nunca, nunca adentrei nesse assunto”, reforçando que não houve diálogo, reunião ou notificação oficial sobre qualquer proposta de intervenção no DAE. A declaração expõe mais um descompasso institucional e levanta questionamentos sobre o papel exercido pelo comando do TCE no episódio.

A fala de Mauro Mendes reforça a leitura de que se trata de mais uma intromissão do presidente do Tribunal de Contas em temas que extrapolam a função constitucional do órgão, repetindo um padrão já observado em outros episódios recentes. Sérgio Ricardo tem se notabilizado por assumir protagonismo em debates que vão além da fiscalização das contas públicas.

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Nos últimos meses, o presidente do TCE já se apresentou como especialista em obras do BRT, comentou tecnicamente o desvio no Portão do Inferno, defendeu projetos ambientais como o chamado “abraço ao Rio Coxipo” e até liderou o movimento “Xô Multas”, sem que, na prática, essas iniciativas tenham apresentado resultados concretos para a população.

Agora, ao opinar sobre a crise hídrica de Várzea Grande, Sérgio Ricardo defende que a única saída seria a concessão do serviço de água e esgoto à iniciativa privada, seguindo o modelo de Cuiabá.

Para ele, o principal entrave seria a falta de entendimento entre o Executivo e o Legislativo municipal e ele é responsável pela corte de contas.

No entanto, o governador deixa claro que o Estado não foi oficialmente provocado para discutir qualquer medida nesse sentido.

O episódio reacende críticas sobre o uso político do Tribunal de Contas, que deveria se concentrar na análise técnica das contas públicas, e não atuar como palco de disputas ou protagonismo pessoal. Quando parlamentar, Sérgio Ricardo não resolveu o problema do saneamento, mas agora tenta se colocar como formulador de soluções prontas para uma crise hídrica histórica.

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Além disso, cresce o incômodo nos bastidores com a percepção de que o TCE estaria sendo transformado em espaço de acomodação política, inclusive com a presença de parentes ligados a antigos grupos de poder, como segundo informações parentes do ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro que deixou as contas do município de Cuiabá com um rombo, o presidente deveria resolver o problema das contas em Cuiabá, é essa a função do TCE ( tribunal de contas do estado) ao invés disso articula nomeações de parentes do ex-prefeito de Cuiabá.

Enquanto autoridades trocam versões e ampliam o embate público, a população de Várzea Grande segue penalizada, convivendo com a precariedade no abastecimento de água e a ausência de soluções efetivas. A crise no DAE/VG, mais uma vez, escancara que o problema não é apenas técnico, mas político, agravado por disputas de espaço e narrativas fora do foco principal: o interesse do cidadão.

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