Exportações mineiras crescem em valor médio e mostram perfil de produtos premium
O agronegócio de Minas Gerais iniciou 2026 reafirmando sua vocação para exportar produtos com maior valor agregado. Em janeiro, o valor médio por tonelada exportada pelo estado chegou a quase US$ 1,6 mil, superando com folga a média nacional, de US$ 680 por tonelada, segundo dados da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa).
De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado confirma a tendência de diversificação e de valorização da pauta mineira. “Minas exportou, em média, o dobro do valor por tonelada registrado no Brasil, o que mostra um perfil cada vez mais voltado para produtos de maior preço unitário, além da tradicional força do café”, destaca.
No total, o estado embarcou 776,4 mil toneladas de produtos agropecuários em janeiro, com alta de 6,8% no volume em relação ao mesmo mês do ano anterior. A receita, no entanto, registrou leve queda de 9,6%, somando US$ 1,2 bilhão, o que manteve Minas na 3ª posição entre os maiores exportadores do país, com 11,5% de participação nacional. Segundo Teixeira, o recuo no valor se deveu a ajustes conjunturais de preços e à composição da pauta, sem perda de competitividade.
Diversificação amplia mercados e fortalece presença internacional
O agronegócio mineiro exportou 318 diferentes produtos para 134 países em janeiro, refletindo uma pauta diversificada e em expansão. Os principais destinos foram:
Estados Unidos – US$ 162 milhões
- China – US$ 144 milhões
- Alemanha – US$ 112 milhões
- Japão – US$ 81 milhões
- Itália – US$ 73 milhões
O destaque ficou por conta dos Emirados Árabes Unidos, cujas compras de produtos mineiros cresceram 72%, alcançando US$ 30 milhões, evidenciando o fortalecimento da demanda em um mercado considerado estratégico para o estado.
Café segue líder, mas carnes e soja ganham espaço
O café, principal produto de exportação de Minas Gerais, movimentou US$ 787 milhões em janeiro, com embarque de 1,7 milhão de sacas. Apesar das quedas de 19,1% em valor e 38,8% em volume em relação ao mesmo período de 2025, o produto continua sendo o carro-chefe das exportações mineiras.
O setor de carnes (bovina, suína e de frango) teve o melhor desempenho do mês, com receita de US$ 138 milhões, alta de 22,6%. O volume também cresceu 6,8%, totalizando 37 mil toneladas, consolidando a importância do segmento para o agro estadual.
O complexo soja — que inclui grão, farelo e óleo — foi outro destaque, registrando um aumento expressivo de 323% na receita e 315% no volume exportado. O total alcançou US$ 66 milhões e 139 mil toneladas, resultado do avanço da colheita e da recuperação de preços no mercado internacional.
Setores tradicionais mantêm desempenho estável
O complexo sucroalcooleiro (açúcar e etanol) apresentou leve retração de 1,5% na receita, que somou US$ 101,6 milhões, mas aumentou 39,6% no volume, chegando a 293 mil toneladas.
As exportações de produtos florestais alcançaram US$ 86 milhões e 151 mil toneladas, com reduções de cerca de 10,8% em valor e 10,9% em volume, refletindo ajustes na demanda internacional.
Frutas, oleaginosas e amendoim batem recordes
O segmento de frutas teve desempenho recorde para o mês de janeiro, com US$ 502 mil exportados e 515 toneladas embarcadas, impulsionado por produtos como limão e abacate, que tiveram crescimento expressivo tanto em valor quanto em volume.
Os produtos oleaginosos também apresentaram bons resultados, somando US$ 1,7 milhão e 1,8 mil toneladas, com destaque para óleos e sementes. Já o segmento de preparações de amendoim atingiu recorde histórico, com US$ 4 milhões exportados e 3 mil toneladas, ampliando a diversificação da pauta mineira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


























