A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Poço Sem Fundo nesta quinta-feira (8), após identificar o uso indevido de recursos públicos para a construção de poços artesianos em áreas privadas, como pastagens, plantações e garimpos, em vez de abastecer comunidades rurais carentes.
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), revelou uma associação criminosa dentro da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat) para fraudar licitações e simular o cumprimento de contratos. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 22 milhões.
Durante as diligências, foram identificados poços que não existiam nos endereços declarados, poços sem uso e obras fantasmas. Em alguns casos, os poços foram instalados em propriedades privadas, como fazendas e granjas, ou em áreas urbanas, contrariando o objetivo de beneficiar zonas rurais com dificuldades de acesso à água potável.
A Justiça autorizou 226 medidas judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão, sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias. Ao todo, são investigadas 6 empresas e 24 pessoas físicas, entre elas servidores públicos e empresários.
A operação teve início a partir de uma denúncia feita pelo próprio Governo de Mato Grosso, após auditorias internas revelarem falhas graves na fiscalização e pagamentos indevidos.































