" ALVO DA PF "

Vereador Paulo Henrique nega envolvimento em liberação de licenças para eventos – Veja nota na integra 

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O alvo da Operação Ragnatela, deflagrada na manhã desta quarta-feira (05.06), o vereador por Cuiabá, Paulo Henrique (MDB) se pronunciou em nota, afirmando que nunca exerceu influência para liberação de eventos na capital de Mato Grosso.

As investigações apontaram que ele teria recebido propina dos integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e que o parlamentar, teria recebido telhas como forma de pagamento.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (FICCO-MT) deflagrou a Operação Ragnatela e cumpriu mandados de prisão preventiva, busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueio de contas bancárias e afastamento de cargos públicos, para desarticular a suposta organização criminosa responsável pela lavagem de dinheiro em eventos, lava jatos e casas noturnas.

A investigação identificou que criminosos teriam adquirido a casa noturna Dallas, em Cuiabá, pelo valor de R$ 800 mil, pagos em espécie, com o lucro oriundo de atividades ilícitas.

O suposto grupo criminoso passou a realizar shows de MCs nacionalmente conhecidos, custeado pela facção criminosa em conjunto com um grupo de produtores de eventos.

Entre os alvos de busca e apreensão, estão o vereador, que teve um Jeep Compass apreendido pelos agentes da Polícia Federal, além de um ex-secretário adjunto da Secretaria Municipal de Ordem Pública e Defesa Civil de Cuiabá (SORP), morto em março deste ano, e o agente de fiscalização, Rodrigo Anderson de Arruda Rosa, da Secretaria Municipal de Ordem Pública e Defesa Civil.

Segundo os investigadores eles atuavam de forma a liberar a realização de shows da organização criminosa, em troca de propinas, conforme aponta a decisão do juiz João Francisco Campos de Almeida, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), que autorizou a operação.

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As investigações apontaram que o vereador utilizava o Sindicato dos Agentes de Regulação e Fiscalização do Município De Cuiabá (Sindarf), do qual é presidente, como forma de lavagem de capitais da organização criminosa e para receber propina.

A quebra de sigilo fiscal de uma das empresas investigadas, apontou a compra de telhas, no valor de R$ 10,5 mil.

O valor foi pago pela empresa W A da Costa Pereira, de propriedade de Wilian Aparecido da Costa Pereira, o “Gordão”, cujo endereço indicado na compra para a entrega das telhas foi o do Sindicato ao qual o vereador Paulo Henrique é o presidente. Segundo os investigadores, isso reforça ainda mais o laço entre o parlamentar e a organização criminosa, configurando mais um indício de que ele se utiliza do sindicato para suas operações financeiras ilícitas.

Por sua vez, Paulo Henrique disse que ficou surpreso com a operação e sustenta que jamais exerceu qualquer poder de influência na liberação de eventos, pois tal atribuição não compete ao seu cargo.

O parlamentar destacou ainda que as casas de shows citadas tiveram diversas fiscalizações e foram inclusive autuadas.

Pontuou ainda que sua defesa será elaborada assim que ele tiver acesso aos autos do processo, que ainda permanecem sob segredo de Justiça.

O vereador também destacou que não possui relação com os fatos que assessores realizam em sua vida particular e que quando toma conhecimento de algo ilícito cometido por eles, os exonera, dizendo ainda estar disponível para esclarecer os fatos.

“Estou à disposição com muita tranquilidade para contribuir com as investigações e justiça.

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Reafirmo meu compromisso com a transparência e a justiça, e coloco-me à disposição para colaborar com as investigações e esclarecer quaisquer dúvidas que se fizerem necessárias”, afirmou o vereador.

Leia a íntegra da nota

Em face das recentes diligências que inesperadamente envolveram meu nome, venho a público prestar os seguintes esclarecimentos:

Inexistência de Competência na Liberação de Eventos:

Gostaria de salientar que jamais exerci qualquer poder de influência na liberação de eventos, pois tal atribuição não compete ao meu cargo. Recordo que as casas de shows citadas tiveram diversas fiscalizações e foram inclusive autuadas.

E importante destacar que a liberação de eventos pode ser devidamente autorizada pela justiça, com base na documentação apresentada.

Acesso aos Autos:

Informo que minha defesa será elaborada assim que tivermos acesso aos autos do processo, os quais permanecem sob segredo de justiça e ainda não liberado pelo Ministério Público, portanto, ainda não foram disponibilizados.

Declaração da Autoridade Policial

Até o presente momento, a única informação oficial disponível é a declaração da autoridade policial, que mencionou a necessidade de mais informações sobre os fatos que envolvem minha pessoa. Não tenho relação com os fatos que assessores realizam em sua vida particular, quando tomado conhecimento de algo ilícito faço as medidas cabíveis de exoneração.

Estou à disposição com muita tranquilidade para contribuir com as investigações e justiça.

Reafirmo meu compromisso com a transparência e a justiça, e coloco-me à disposição para colaborar com as investigações e esclarecer quaisquer dúvidas que se fizerem necessárias.

Atenciosamente,

Paulo Henrique.

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