Operação com apoio do Ciberlab prende grupo investigado por golpe em idosos com falsa identidade policial

Foto: Divulgação

publicidade

Goiânia, 18/6/2026 – A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou, nesta quinta-feira (18), a Operação Tríade, destinada ao combate de uma associação criminosa especializada na prática de fraudes eletrônicas contra pessoas idosas. A iniciativa contou com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e da Polícia Civil de São Paulo (PCSP). Sete pessoas foram presas e sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

A apuração conduzida pelo Grupo de Repressão a Estelionatos e Outras Fraudes (Gref), da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), analisa a atuação do grupo criminoso que utilizava falsa identidade policial para induzir vítimas a realizar movimentações financeiras sob o pretexto de proteção patrimonial.

Falsos policiais

O trabalho investigativo teve início após o registro de ocorrência envolvendo uma vítima idosa que passou a ser contatada por indivíduos que se apresentavam como policiais civis. Durante vários dias, os suspeitos mantiveram contato com a vítima por ligações telefônicas, videochamadas e encontros presenciais, convencendo-a de que estaria colaborando com uma suposta apuração sobre fraudes bancárias.

Leia Também:  Prefeita de Várzea Grande sai em defesa da PEC da Blindagem aprovada na Câmara

Os criminosos acompanharam a vítima até instituições financeiras e orientaram a realização de operações bancárias que resultaram na transferência de recursos para contas controladas pelo grupo.

A investigação identificou a existência de uma estrutura criminosa organizada, composta por diferentes frentes de atuação. Entre elas, o grupo responsável pela engenharia social e abordagem das vítimas, o setor financeiro encarregado da movimentação dos valores obtidos ilicitamente e a estrutura dedicada à gestão de contas bancárias utilizadas para recebimento, circulação e ocultação dos recursos provenientes das fraudes.

Análises bancárias, telemáticas e telefônicas apontaram atuação coordenada dos investigados em diferentes municípios do estado de São Paulo, com utilização de múltiplas contas bancárias e recursos tecnológicos destinados a dificultar a identificação dos autores e a rastreabilidade dos valores.

As apurações prosseguem com a análise dos materiais apreendidos e a continuidade das diligências para identificação de possíveis novas vítimas e de outros integrantes da organização criminosa.

“Esta operação demonstra o compromisso da Polícia Civil de Goiás no combate às fraudes eletrônicas que vitimizam especialmente pessoas idosas. Ressalto a importância do apoio do Ciberlab, cuja atuação integrada foi fundamental para o planejamento e a deflagração da operação, fortalecendo a cooperação entre as forças de segurança e ampliando a capacidade de enfrentamento ao crime organizado digital”, afirmou a delegada responsável pelo caso, Lara Soares de Castro.

Leia Também:  Festival Olímpico Parque Time Brasil e Globo fecham parceria de mídia

Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato eletrônico qualificado praticado contra pessoa idosa e lavagem de dinheiro. Consideradas as penas máximas previstas para os principais delitos apurados, as sanções podem alcançar até 29 anos de reclusão, além de multa.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade