BARRA DO BUGRES

Vereador é destituído da presidência e afastado da Câmara por violência doméstica; Gisela pede rigor

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A Câmara Municipal de Barra do Bugres destituiu, na noite desta segunda-feira (20), o vereador Laércio Norberto Júnior (PL), conhecido como “Júnior Chaveiro”, da presidência da Mesa Diretora.

Paralelamente, o parlamentar foi afastado cautelarmente do exercício do mandato por decisão da Justiça, no contexto de denúncias de violência doméstica que incluem agressão e cárcere privado contra a própria companheira. O caso ganhou dimensão após a vítima, que é servidora da Câmara, denunciar as agressões à Polícia Judiciária Civil.

O requerimento que embasou a decisão legislativa foi apresentado pelas vereadoras Claudia Santana (PP) e professora Cleide Rodrigues de Oliveira (Republicanos), ambas integrantes da Procuradoria da Mulher na Casa. As parlamentares destacaram, entre os elementos considerados, a concessão de medidas protetivas à vítima. Segundo o relato, o vereador teria imobilizado a companheira antes de iniciar a sessão de agressões.

A decisão judicial levou em conta, ainda, o vínculo funcional da vítima com o Legislativo municipal, apontando risco à sua integridade diante da convivência no mesmo ambiente institucional. Com isso, “Júnior Chaveiro” está proibido de acessar as dependências da Câmara, o que inviabiliza o exercício do mandato neste momento.

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A repercussão do caso mobilizou a população local, que passou a acompanhar as sessões e a cobrar providências das autoridades. O episódio também provocou reação no campo político.

Em manifestação pública, a pré-candidata à Câmara Federal e presidente-executiva do União Mulher em Mato Grosso, Gisela Simona, classificou o caso como grave e defendeu rigor na apuração. Ela também se solidarizou com a vítima e destacou a atuação das vereadoras que integram a Procuradoria da Mulher.

“Trata-se de uma situação inadmissível. A violência contra a mulher não pode ser relativizada, sobretudo quando parte de um agente público. É fundamental reconhecer a atuação firme das vereadoras que buscaram a resposta institucional imediata e assegurar que todas as medidas cabíveis sejam adotadas”, afirmou.

Gisela também defendeu que o caso tenha desdobramentos no campo político-partidário e institucional. “Condutas dessa natureza são incompatíveis com o exercício da vida pública e precisam ser tratadas com a devida responsabilidade pelas instituições”, completou.

Nesta terça-feira(21) o presidente do Partido Liberal, Ananias Filho, determinou o afastamento preventivo do vereador da sigla. Decisão reforçada pela deputada federal Coronel Fernanda, que protocolou pedido de expulsão definitiva do parlamentar, afirmando que casos de agressão são incompatíveis com a atuação política.

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Com a destituição da presidência, a Mesa Diretora assume a condução dos trabalhos legislativos. Paralelamente, deve avançar o processo de cassação do mandato por quebra de decoro parlamentar, conforme os trâmites regimentais da Câmara.

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